4 de março de 2014

Bolívia - Isla del Sol

Isla del Sol

O passeio à Isla del Sol foi sensacional!

Mais uma vez pegamos um barquinho bem lerdo e fomos com um grupo até a parte norte da ilha, de onde começaríamos nossa caminhada para cruzar a ilha até a parte sul.

Essa travessia não é obrigatória. É bastante comum as pessoas explorarem a parte norte da ilha e depois pegarem o barco para ir para a parte sul. Como meu marido e eu estávamos animados para caminhar, optamos por fazer a travessia da ilha a pé.



Outra coisa que acho importante destacar é que, em regra, os passeios à Isla del Sol não são feitos em excursão. Isto é, você não está amarrado ao grupo do seu barco. Mas, chegando à ilha, é muito comum que já tenham guias locais esperando os barcos de turistas na expectativa de vender visitas guiadas. Assim que eu cheguei veio um guia com um papo furado de que todos que estavam no meu barco deveriam parar para ouvi-lo e blá blá blá. Como eu já havia lido a respeito desses espertinhos, não parei não. Meu marido e eu fomos fazer nosso próprio caminho, no nosso tempo, e foi ótimo!

A travessia de norte a sul da ilha é longa, dura aproximadamente umas 4 horas e pode ficar apertado dependendo do horário agendado para o retorno do barco à Copacabana e dependendo também do próprio ritmo da caminhada, afinal na ilha estamos a 4.000 metros de altitude. Justamente por isso é muito comum as pessoas pernoitarem na ilha e retornarem à Copacabana no dia seguinte. Como eu não havia me planejado para dormir na ilha, tratei de apertar meu passo e garantir a travessia em tempo hábil de pegar meu barco de volta à Copacabana no mesmo dia.



Embora para alguns possa ser meio corrido, eu achei que valeu muito a pena fazer a travessia da ilha caminhando. A paisagem da ilha e do lago muda constantemente o que nos proporciona visuais incríveis. Mas atenção ao clima: se estiver sol, não esqueça o protetor solar e o chapéu. São 4 horas andando sem sombra alguma e não há pele e cabeça que aguente. Se estiver frio, leve um corta vento, pois como o caminho é bem descampado, os ventos lá devem ser de doer os dentes. Leve água qualquer que seja o clima!!



É importante alertar também para a cobrança de taxas em determinados pontos da ilha (espécie de pedágio).  As taxas são cobradas a título de preservação. No caminho todo acho que passei por 3 locais onde as taxas são cobradas, um na parte norte, um na parte central e outro na parte sul da ilha. As taxas variam entre 5 e 10 bolivianos por pessoa.

Ainda bem que levamos uns snacks na mochila e em determinado momento fizemos um “pit stop” para um lanche. Apesar do nosso ritmo bom de caminhada, vimos que não daria tempo de sentarmos em um restaurante e almoçar com calma. Ficaria muito apertado por conta do horário do retorno à Copacabana. Quando chegamos ao porto, na parte sul da ilha, fizemos apenas um lanche enquanto aguardávamos o barco.

De volta à Copacabana, comemos um sanduíche em um dos restaurantes da rua principal e fomos, finalmente, dormir no La Cupula. 


Peru - Chegada em Arequipa

Ida para Arequipa

A ida para Arequipa foi a viagem mais cansativa.
Saímos cedo de Copacabana na segunda-feira em direção à Puno e lá pegamos outro ônibus que levaria 08 horas para chegar a Arequipa (chegada prevista para as 18:00 horas).

Compramos nossas passagens em uma agência de Copacabana (que fica na rua principal), por um preço bem tranquilo.

Quanto ao horário do ônibus, acabamos ficando sem opção. Para pegar um ônibus noturno de Puno à Arequipa teríamos que passar todo o dia em Puno, e já não havia mais o que ver/fazer por lá. Então optamos por “perder” o dia viajando, mas chegar no início da noite à Arequipa e já acordar lá no dia seguinte.

O chato da viagem diurna é que as pessoas não dormem, então fica um falatório chato no ônibus. Além disso, o trânsito na estrada é mais pesado. O calor dentro do ônibus também não ajudou (dessa vez não fomos de Transzela, fomos em um ônibus mais simples e mais barato). Acho que teria valido a pena pagar um pouco mais para ir em um ônibus mais confortável.

Chegando à rodoviária de Arequipa, pegamos um táxi e fomos para nosso hotel. Apesar do trânsito, o táxi custou uns s/ 15,00 soles.

Hotel em Arequipa

O Hotel Las Torres de Ugarte fica no centro histórico de Arequipa, em uma ótima localização. Fica em frente ao Monastério de Santa Catalina (fundos do Monastério) e pertíssimo dos maravilhosos restaurantes Chicha e Tanta, do Chef peruano Gaston Accurio. Toda a parte histórica da cidade pode ser feita a pé a partir do hotel.

 Fiz a reserva através do Booking.com e paguei US 184,00 por quatro diárias, com café incluído. Para quem ama café da manhã e leva a refeição em conta quando reserva um hotel, saiba que aqui todo dia tem alguma novidade no café da manhã, além do buffet tradicional.

Jantar em Arequipa

Na noite em que chegamos, depois de nos instalarmos no hotel, fomos fazer uma breve caminhada pelo centro histórico até o horário de nossa reserva no Chicha.

O restaurante é bem formal e embora eu não tenha achado lotado (afinal, era segunda-feira), não lembro de ter visto muitas mesas vazias. Quase todas estavam com placas de reservada.

A comida lá é bem saborosa. Depois de uma entrada com pães e pastas que levam ingredientes típicos do Peru, eu experimentei o risoto de camarão com choclo (milho) e meu marido, que não come frutos do mar, experimentou o filé de lomo com fritas. Ele amou o prato dele e, realmente, a carne estava se desmanchando de tão macia. A batata também tinha um sabor delicioso. Em geral, todas as batatas que comi no Peru foram muito mais saborosas do que as batatas que comemos aqui no Brasil.

Já o meu prato não achei tão maravilhoso. Por incrível que pareça, achei que faltou um temperinho, algo mais picante. O choclo (milho) deles é simplesmente maravilhoso, não é como o nosso, tem muito mais sabor. Mas no risoto em si achei que faltou uma pimentinha.

Como não bebemos vinho, nossa conta não foi muito cara. Infelizmente não lembro o valor, mas achei tranquilo.


Depois do jantar, fomos caminhando bem satisfeitos até o hotel, já que era incrivelmente perto.

Peru - Arequipa

Passeio por Arequipa

1 - Monastério de Santa Catalina

Na terça-feira de manhã acordamos cedo, por volta de umas 08:00 hs, e, depois do ótimo café da manhã do hotel, fomos fazer a visita ao Monastério de Santa Catalina.

A entrada no convento custa s/ 35,00 soles por pessoa. Há a possibilidade de fazer a visita guiada, mas não achei necessário. O convento é muito bonito e sua história é muito interessante, recomendo muito o passeio.




Depois da visita, ainda pela manhã, fomos fechar o passeio ao Cânion do Colca no dia seguinte.

Nós tentamos fazer a visita à Catedral de Arequipa ainda pela manhã, mas a igreja fecha às 11:30 e só reabre à visitação às 17:00 hs. Diante disso, fomos para a igreja dos jesuítas, La Compañia.

2 - La Compañia - Claustros

A igreja construída pelos Jesuítas é bem bonita, mas o pátio lateral (claustros) é muito mais encantador. A vontade é ficar ali por horas e horas, de bobeira, apenas apreciando aquela beleza de lugar e sua tranquilidade. Aproveitei para fazer um lanchinho ali, com algumas besteirinhas que comprei pelo caminho.




3 - Plaza de Armas

Em seguida, caminhamos um pouco pela Plaza de Armas de Arequipa e também pela principal rua peatonal (Calle Mercaderes), que tem muitas lojas e restaurantes/lanchonetes.



Às 15:00 horas fomos para a frente de um escritório da Prefeitura, na Plaza de Armas, de onde partiria um free walking tour pela cidade.

4 - Free Walking Tour em Arequipa

Super recomendo o walking tour! Começou às 15:00 horas em frente a um escritório da Prefeitura, se não me engano, que fica na Plaza das Armas, do outro lado da Catedral. O pessoal é muito atencioso e nos contam histórias muito interessantes de cada lugar que visitamos.

Quando acabou o walking tour, por volta de umas 18:00 horas, fomos visitar a Catedral de Arequipa que já estava reaberta.

5 - Catedral de Arequipa

A Catedral tem um horário ruim de visitação. Quando eu fui ela só ficava aberta para visitação até às 11:30 hs e só reabria às 17:00 hs. 

O local é bonito, é bem grande, mas não é imperdível. Eu, particularmente, preferi a Catedral de Cusco.

Jantar em Arequipa – Pizzaria Marengo

Após detectarmos uma simpática e aconchegante pizzaria com forno à lenha a caminho do hotel, não resistimos. Entramos e fomos conhecer a Pizzaria Marengo. 

Gente, que delícia é a pizzaria. A pizza da casa é sensacional, foi uma das melhores refeições da viagem. Nossa, que pizza boa. E o preço, super em conta. Voltaria lá quantas vezes pudesse. Pena que não tirei foto.

Peru – Cânion do Colca

O passeio ao Cânion do Colca é uma atração bem famosa em Arequipa. O passeio mais tradicional oferecido pelas agências de viagem é feito em dois dias e envolve pernoite em Chivay para, no dia seguinte, ir cedo para o cânion ver o famoso voo do condor.

No entanto, também é possível fazer o passeio em 1 dia (bate-volta), e foi o que fizemos, para não atrasar nossa programação e também porque achei que gastar um dia só para ir até Chivay (cidade no meio do caminho), seria desperdiçar um dia de passeio em mais uma cidadezinha com artesanatos, que, a essa altura da viagem, não me acrescentaria nada de novo.

Contratamos uma agência no centro de Arequipa que, no dia, nos buscou no hotel umas 04:00 hs da manhã. Isso mesmo, na madruga!

Infelizmente, fomos os últimos a ser pegos e, como a van estava lotada, tivemos que ir sentados no último banco da van, exatamente aquele que não inclina e que sacode muito a cada quebra-molas ou buraco que a van passa. Ou seja, foi difícil, para não dizer impossível, cochilar.

A viagem é longa, e depois de umas 2 paradas para fotos pelo caminho, chegamos ao Cânion umas 08:20 hs da manhã. Para nossa surpresa, o lugar já estava abarrotado de turistas esperando pelo condor.



Embora o dia estivesse bom, esperamos, esperamos, mas infelizmente não rolou voo de condor. Só nos restou, então, aproveitar o visual para algumas fotos. 



Saindo dali, fomos almoçar em Chivay e depois ainda paramos para fotos no "Mirador de Los Andes", que fica a 4.910 metros de altitude. Chegamos em Arequipa por volta das 17:30 hs, mortos de sono, rsrsrs.





Peru – Downhill pelo Vulcão Chachani

Gente, que doideira esse passeio! Rsrsrsrs.

Eu fechei toda crente que seria um inocente passeio de bicicleta e topei porque queria agradar o marido. Não tinha me ligado que era um "downhill".

O pessoal da agência passou no hotel e nos buscou em uma van, onde tinham alguns outros turistas (todos homens, só a maluca aqui de mulher!).

A van leva as bicicletas, os equipamentos de proteção e a proposta é: todos descem a montanha de bicicleta atrás de um guia da agência e a van vai atrás dos turistas para dar qualquer apoio em caso de problemas na bicicleta, cansaço, machucado, etc. Mas cada um tem que levar seu próprio lanche e sua água.

Quando chegamos ao “topo” do vulcão (não é bem no topo, mas é bem alto, uns quatro mil e tantos metros de altitude), as bicicletas são entregues, colocamos os equipamentos de proteção e recebemos as orientações do guia. Em seguida, começamos a descer a montanha de bicicleta.



A descida de bicicleta é relativamente longa, dura aproximadamente 1 hora e meia. Mas se engana quem acha que é monótona. Têm trechos de asfalto, outros de terra, dependendo do caminho que o guia fizer pode passar por um trecho de areia, até umas leves subidinhas têm. Enfim, não falta emoção!

Para mim, a emoção foi logo no início, quando, na primeira curva, me estatelei no chão e ralei o quadril (mesmo de calça legging!). Graças aos equipamentos de proteção, nada de mais grave aconteceu, mas isso foi o suficiente para eu desistir de descer a montanha de bicicleta e optar por descer na van, acompanhando de trás o pessoal nas bikes.


Para quem gosta de aventura e de bicicleta, eu super recomendo o programa. Meu marido adorou, assim como os outros homens do passeio. Mas para quem for meio medrosa(o), como eu, rsrsrs, recomendo ficar só na van.

Peru - Chegada em Lima

Após passarmos nossa última manhã em Arequipa, pegamos um voo da Peruvian Airlines para Lima, no início da tarde. 

Em Lima, ficamos no hotel Runcu Miraflores (em Miraflores), e achamos o hotel bom, assim como a localização.

Após nos instalarmos, fomos dar um passeio na cidade e andar pela orla peculiar de Lima, passando no famoso Larcomar, uma espécie de shopping a céu aberto na praia.



Mas a grande atração de Lima, para nós, foi o jantar no Panchita!

Ahh, o Panchita.....rsrsrs.

O restaurante também é do famosíssimo Chef peruano Gastón Acurio.

O lugar é bem grande, bonito, e geralmente é bem cheio. Por isso, já havíamos reservado uma mesa para dois lugares com antecedência.

Nós que já estávamos encantados com a culinária peruana ficamos completamente enlouquecidos com a comida do Panchita.

O forte do restaurante são os espetos, que eles chamam de “anticucho”. Você pode escolher entre anticucho de filé, de coração de galinha, de camarões, de frangos, etc. Eles vêm servido em uma tábua de madeira com batatas coradas e aquele choclo (milho) peruano que é fan-tás-ti-co!

Pedimos um espeto para cada um e nos deliciamos com aquela explosão de sabor da culinária peruana.

Além de saborosíssimo, lembro que achei o preço bem justo. Por isso, para quem for à Lima, não deixe, de forma alguma, de conhecer o Panchita (acabamos voltando mais uma noite ao restaurante, rsrsrs).


Peru - Lima

Após o delicioso café da manhã do hotel (post anterior), fomos dar mais uma volta por Lima.

O dia, para variar, estava cinza, como quase todos os dias. E havia bastante névoa na orla, o que é bem comum lá naquelas águas do Pacífico. Um peruano local nos disse que Lima é chamada de “Lima – The Gray”, porque são raros os dias de sol lá, assim como são raros os dias de chuva, rsrsrs.

Na parte da manhã, fomos passear pelo centro de Lima. Como toda grande cidade da América Espanhola, Lima também tem sua Plaza de Armas, com belos edifícios históricos.

No centro também fica a belíssima Catedral de Lima e o convento de São Francisco, muito visitado por conta das suas catacumbas repletas de ossos. Eu adorei a visita e recomendo.

Voltamos para Miraflores e caminhamos mais um pouco pelo bairro que tem muitas lojinhas e cafés legais. Depois, fomos visitar o sítio arqueológico de Huaca Pucclana, que fica em San Isidro, bairro residencial bem bacana, perto de Miraflores.

Huaca Pucclana é um sítio arqueológico no meio da cidade, que reúne um templo enorme, uma espécie de pirâmide. É um verdadeiro museu a céu aberto, muito legal.

A visita é guiada. Eles têm tour em inglês e em espanhol. Não fui ao restaurante que há dentro do sítio arqueológico, mas ouvi falar que é muito gostoso e não é tão caro. Portanto, quem for, passa aqui depois para me contar o que achou, ok?




Quando a visita terminou, voltamos caminhando pelo Bosque Del Olivar, em San Isidro. Lindíssimo, agradabilíssimo, super recomendo. Compramos uns comes e bebes em um quiosque e fizemos um mini piquenique em um banco, perto de um laguinho com crianças brincando e gente se exercitando. Bem legal!

Para finalizar, adivinhem onde fomos jantar? Panchita..... Não deu para resistir, rsrsrs.