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4 de março de 2014

Peru - Chegada em Arequipa

Ida para Arequipa

A ida para Arequipa foi a viagem mais cansativa.
Saímos cedo de Copacabana na segunda-feira em direção à Puno e lá pegamos outro ônibus que levaria 08 horas para chegar a Arequipa (chegada prevista para as 18:00 horas).

Compramos nossas passagens em uma agência de Copacabana (que fica na rua principal), por um preço bem tranquilo.

Quanto ao horário do ônibus, acabamos ficando sem opção. Para pegar um ônibus noturno de Puno à Arequipa teríamos que passar todo o dia em Puno, e já não havia mais o que ver/fazer por lá. Então optamos por “perder” o dia viajando, mas chegar no início da noite à Arequipa e já acordar lá no dia seguinte.

O chato da viagem diurna é que as pessoas não dormem, então fica um falatório chato no ônibus. Além disso, o trânsito na estrada é mais pesado. O calor dentro do ônibus também não ajudou (dessa vez não fomos de Transzela, fomos em um ônibus mais simples e mais barato). Acho que teria valido a pena pagar um pouco mais para ir em um ônibus mais confortável.

Chegando à rodoviária de Arequipa, pegamos um táxi e fomos para nosso hotel. Apesar do trânsito, o táxi custou uns s/ 15,00 soles.

Hotel em Arequipa

O Hotel Las Torres de Ugarte fica no centro histórico de Arequipa, em uma ótima localização. Fica em frente ao Monastério de Santa Catalina (fundos do Monastério) e pertíssimo dos maravilhosos restaurantes Chicha e Tanta, do Chef peruano Gaston Accurio. Toda a parte histórica da cidade pode ser feita a pé a partir do hotel.

 Fiz a reserva através do Booking.com e paguei US 184,00 por quatro diárias, com café incluído. Para quem ama café da manhã e leva a refeição em conta quando reserva um hotel, saiba que aqui todo dia tem alguma novidade no café da manhã, além do buffet tradicional.

Jantar em Arequipa

Na noite em que chegamos, depois de nos instalarmos no hotel, fomos fazer uma breve caminhada pelo centro histórico até o horário de nossa reserva no Chicha.

O restaurante é bem formal e embora eu não tenha achado lotado (afinal, era segunda-feira), não lembro de ter visto muitas mesas vazias. Quase todas estavam com placas de reservada.

A comida lá é bem saborosa. Depois de uma entrada com pães e pastas que levam ingredientes típicos do Peru, eu experimentei o risoto de camarão com choclo (milho) e meu marido, que não come frutos do mar, experimentou o filé de lomo com fritas. Ele amou o prato dele e, realmente, a carne estava se desmanchando de tão macia. A batata também tinha um sabor delicioso. Em geral, todas as batatas que comi no Peru foram muito mais saborosas do que as batatas que comemos aqui no Brasil.

Já o meu prato não achei tão maravilhoso. Por incrível que pareça, achei que faltou um temperinho, algo mais picante. O choclo (milho) deles é simplesmente maravilhoso, não é como o nosso, tem muito mais sabor. Mas no risoto em si achei que faltou uma pimentinha.

Como não bebemos vinho, nossa conta não foi muito cara. Infelizmente não lembro o valor, mas achei tranquilo.


Depois do jantar, fomos caminhando bem satisfeitos até o hotel, já que era incrivelmente perto.

Peru - Arequipa

Passeio por Arequipa

1 - Monastério de Santa Catalina

Na terça-feira de manhã acordamos cedo, por volta de umas 08:00 hs, e, depois do ótimo café da manhã do hotel, fomos fazer a visita ao Monastério de Santa Catalina.

A entrada no convento custa s/ 35,00 soles por pessoa. Há a possibilidade de fazer a visita guiada, mas não achei necessário. O convento é muito bonito e sua história é muito interessante, recomendo muito o passeio.




Depois da visita, ainda pela manhã, fomos fechar o passeio ao Cânion do Colca no dia seguinte.

Nós tentamos fazer a visita à Catedral de Arequipa ainda pela manhã, mas a igreja fecha às 11:30 e só reabre à visitação às 17:00 hs. Diante disso, fomos para a igreja dos jesuítas, La Compañia.

2 - La Compañia - Claustros

A igreja construída pelos Jesuítas é bem bonita, mas o pátio lateral (claustros) é muito mais encantador. A vontade é ficar ali por horas e horas, de bobeira, apenas apreciando aquela beleza de lugar e sua tranquilidade. Aproveitei para fazer um lanchinho ali, com algumas besteirinhas que comprei pelo caminho.




3 - Plaza de Armas

Em seguida, caminhamos um pouco pela Plaza de Armas de Arequipa e também pela principal rua peatonal (Calle Mercaderes), que tem muitas lojas e restaurantes/lanchonetes.



Às 15:00 horas fomos para a frente de um escritório da Prefeitura, na Plaza de Armas, de onde partiria um free walking tour pela cidade.

4 - Free Walking Tour em Arequipa

Super recomendo o walking tour! Começou às 15:00 horas em frente a um escritório da Prefeitura, se não me engano, que fica na Plaza das Armas, do outro lado da Catedral. O pessoal é muito atencioso e nos contam histórias muito interessantes de cada lugar que visitamos.

Quando acabou o walking tour, por volta de umas 18:00 horas, fomos visitar a Catedral de Arequipa que já estava reaberta.

5 - Catedral de Arequipa

A Catedral tem um horário ruim de visitação. Quando eu fui ela só ficava aberta para visitação até às 11:30 hs e só reabria às 17:00 hs. 

O local é bonito, é bem grande, mas não é imperdível. Eu, particularmente, preferi a Catedral de Cusco.

Jantar em Arequipa – Pizzaria Marengo

Após detectarmos uma simpática e aconchegante pizzaria com forno à lenha a caminho do hotel, não resistimos. Entramos e fomos conhecer a Pizzaria Marengo. 

Gente, que delícia é a pizzaria. A pizza da casa é sensacional, foi uma das melhores refeições da viagem. Nossa, que pizza boa. E o preço, super em conta. Voltaria lá quantas vezes pudesse. Pena que não tirei foto.

Peru – Cânion do Colca

O passeio ao Cânion do Colca é uma atração bem famosa em Arequipa. O passeio mais tradicional oferecido pelas agências de viagem é feito em dois dias e envolve pernoite em Chivay para, no dia seguinte, ir cedo para o cânion ver o famoso voo do condor.

No entanto, também é possível fazer o passeio em 1 dia (bate-volta), e foi o que fizemos, para não atrasar nossa programação e também porque achei que gastar um dia só para ir até Chivay (cidade no meio do caminho), seria desperdiçar um dia de passeio em mais uma cidadezinha com artesanatos, que, a essa altura da viagem, não me acrescentaria nada de novo.

Contratamos uma agência no centro de Arequipa que, no dia, nos buscou no hotel umas 04:00 hs da manhã. Isso mesmo, na madruga!

Infelizmente, fomos os últimos a ser pegos e, como a van estava lotada, tivemos que ir sentados no último banco da van, exatamente aquele que não inclina e que sacode muito a cada quebra-molas ou buraco que a van passa. Ou seja, foi difícil, para não dizer impossível, cochilar.

A viagem é longa, e depois de umas 2 paradas para fotos pelo caminho, chegamos ao Cânion umas 08:20 hs da manhã. Para nossa surpresa, o lugar já estava abarrotado de turistas esperando pelo condor.



Embora o dia estivesse bom, esperamos, esperamos, mas infelizmente não rolou voo de condor. Só nos restou, então, aproveitar o visual para algumas fotos. 



Saindo dali, fomos almoçar em Chivay e depois ainda paramos para fotos no "Mirador de Los Andes", que fica a 4.910 metros de altitude. Chegamos em Arequipa por volta das 17:30 hs, mortos de sono, rsrsrs.





Peru – Downhill pelo Vulcão Chachani

Gente, que doideira esse passeio! Rsrsrsrs.

Eu fechei toda crente que seria um inocente passeio de bicicleta e topei porque queria agradar o marido. Não tinha me ligado que era um "downhill".

O pessoal da agência passou no hotel e nos buscou em uma van, onde tinham alguns outros turistas (todos homens, só a maluca aqui de mulher!).

A van leva as bicicletas, os equipamentos de proteção e a proposta é: todos descem a montanha de bicicleta atrás de um guia da agência e a van vai atrás dos turistas para dar qualquer apoio em caso de problemas na bicicleta, cansaço, machucado, etc. Mas cada um tem que levar seu próprio lanche e sua água.

Quando chegamos ao “topo” do vulcão (não é bem no topo, mas é bem alto, uns quatro mil e tantos metros de altitude), as bicicletas são entregues, colocamos os equipamentos de proteção e recebemos as orientações do guia. Em seguida, começamos a descer a montanha de bicicleta.



A descida de bicicleta é relativamente longa, dura aproximadamente 1 hora e meia. Mas se engana quem acha que é monótona. Têm trechos de asfalto, outros de terra, dependendo do caminho que o guia fizer pode passar por um trecho de areia, até umas leves subidinhas têm. Enfim, não falta emoção!

Para mim, a emoção foi logo no início, quando, na primeira curva, me estatelei no chão e ralei o quadril (mesmo de calça legging!). Graças aos equipamentos de proteção, nada de mais grave aconteceu, mas isso foi o suficiente para eu desistir de descer a montanha de bicicleta e optar por descer na van, acompanhando de trás o pessoal nas bikes.


Para quem gosta de aventura e de bicicleta, eu super recomendo o programa. Meu marido adorou, assim como os outros homens do passeio. Mas para quem for meio medrosa(o), como eu, rsrsrs, recomendo ficar só na van.